Quanto custa listar um token ICO?

Publicado por Javier Ricardo


As ofertas iniciais de moedas (ICOs) tornaram-se um método extremamente popular para levantar capital para novos tokens.
Mas listar tokens ICO em plataformas pode custar um bom pacote. 


De acordo com uma nova postagem de blog da Autonomous Research, listar um token ICO em uma bolsa de criptomoeda pode custar aos promotores algo entre US $ 1 milhão e US $ 3 milhões.
A grande disparidade em seus intervalos depende da reputação e do acesso a liquidez rápida. O limite inferior dessa estimativa é para um “token razoavelmente considerado”, enquanto o limite superior garante fácil acesso à liquidez rápida por meio de bolsas que oferecem serviços de conversão fiduciária. Um exemplo do último tipo de troca é Coinbase. As trocas têm uma hierarquia hierárquica, sendo as que oferecem fácil conversão de e para criptomoedas fiduciárias as mais caras.


Os números da postagem vêm após relatórios afirmando que a Ripple tentou listar sua criptomoeda XRP no Gemini por US $ 1 milhão.
O relatório também afirmou que a Ripple sugeriu um empréstimo de US $ 100 milhões em XRP para a Coinbase no outono passado em troca de uma listagem.  


Além das taxas de câmbio, há uma série de outras despesas incluídas no processo de listagem da OIC.
Por exemplo, existem os custos associados aos consultores, que podem ser comparados aos banqueiros de investimento em um IPO. A atividade do consultor abrange uma ampla gama, desde o estabelecimento de conexões com grandes investidores até a geração de notícias positivas para os tokens e estruturação do processo ICO. Normalmente, eles cobram 5% do valor geral da ICO. Os programas de recompensa, que recompensam os influenciadores da mídia social e o pessoal do marketing com tokens, são outro custo associado ao programa. (Consulte também: Como as empresas usam as ofertas iniciais de moedas).   


Mas há três prêmios – prêmio de iliquidez, prêmio de conversão de bloco e prêmio regulatório – vinculados à listagem em bolsas de criptomoedas.
O primeiro prêmio refere-se à ausência de um banco que processará transações de criptomoedas. A segunda é sobre a dificuldade de encontrar bancos ou instituições financeiras que possibilitem a conversão de grandes blocos de criptomoedas em moeda fiduciária. O terceiro prêmio é a incerteza inerente às transações de criptomoedas devido à regulamentação governamental. 


Os prêmios aumentaram os custos e introduziram riscos significativos para o investimento em tokens.
Segundo a postagem, essa dinâmica resultou em uma “bifurcação” do caminho para a captação de recursos. Existe a rota do Velho Oeste, que inclui o pagamento de comerciantes e trocas de criptomoedas. E há outro caminho, mais convencional, para levantar capital por meio de investidores privados, sem acesso aos mercados públicos.